Política

Câmara dos Deputados aprova acordo Mercosul-União Europeia e gera expectativa

Câmara dos Deputados aprova acordo Mercosul-União Europeia e gera expectativa

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, um passo significativo que agora segue para o Senado. Este acordo é considerado o maior entre blocos do mundo e promete eliminar ou reduzir tarifas de importação e exportação entre as partes.

Combinados, Mercosul e União Europeia somam aproximadamente 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de 22,4 trilhões de dólares, o que representa um impacto econômico considerável. A União Europeia se compromete a eliminar tarifas sobre cerca de 95% dos bens, abrangendo 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em um prazo de até 12 anos.

Alinhamento Político

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, esteve à frente das negociações e se reuniu com líderes do Congresso para garantir a aprovação do acordo. O foco da reunião foi construir um consenso político para a apreciação do texto com urgência nas duas Casas.

“Temos um ótimo relator que conhece profundamente o assunto e estamos otimistas”, afirmou Alckmin, referindo-se ao deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que é o relator da matéria na Câmara. O vice-presidente também informou que um decreto sobre salvaguardas será enviado à Casa Civil para regulamentação do acordo.

Expectativas Futuras

O encontro contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/SP), e outros líderes políticos. A expectativa é que o Senado também aprove o acordo rapidamente, solidificando uma nova era de relações comerciais entre o Brasil e a União Europeia.

Opinião

A aprovação do acordo Mercosul-União Europeia representa uma oportunidade histórica para fortalecer laços comerciais e impulsionar a economia brasileira, mas é crucial que as salvaguardas sejam bem regulamentadas para proteger os interesses nacionais.