Economia

Fernando Haddad indica Tiago Cavalcanti e Guilherme Mello e acende alerta no mercado

Fernando Haddad indica Tiago Cavalcanti e Guilherme Mello e acende alerta no mercado

O ministro Fernando Haddad anunciou, em Brasília no dia 25 de fevereiro de 2026, as indicações de Tiago Cavalcanti e Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central. Essa decisão gerou um alerta no mercado financeiro, que teme uma maior interferência política nas decisões que regulam os juros no Brasil.

Quem são os indicados?

Tiago Cavalcanti é professor na Universidade de Cambridge e é visto como uma escolha mais técnica. Por outro lado, Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica da Fazenda, é considerado próximo ao governo e um dos principais formuladores das propostas econômicas do PT. Essa proximidade gera preocupações sobre a independência do Banco Central e sua capacidade de agir com rigor técnico.

O que está em jogo?

A função do Banco Central é crucial, pois ele atua como o ‘guardião’ da moeda, com a missão de garantir a estabilidade e controlar a inflação através da taxa Selic. A autonomia do BC é garantida por lei, permitindo que suas decisões sejam tomadas com base em dados econômicos e não em pressões políticas.

O mercado financeiro expressa desconfiança em relação ao que é conhecido como ‘aparelhamento institucional’, que ocorre quando o governo nomeia pessoas de sua confiança para influenciar decisões técnicas. A indicação de Mello, que já sugeriu a possibilidade de baixar os juros em momentos críticos, intensifica esse temor.

Consequências de uma possível interferência

Se o Banco Central ceder a pressões políticas e reduzir os juros sem que a inflação esteja sob controle, isso pode resultar em sérias consequências econômicas. Especialistas alertam para o risco de desvalorização do real frente ao dólar e uma inflação descontrolada, o que afastaria investidores e aumentaria os preços.

Próximos passos para as indicações

As indicações de Tiago Cavalcanti e Guilherme Mello ainda precisam passar por uma sabatina no Senado Federal. Se aprovados, o governo Lula terá indicado todos os diretores do Banco Central até o final de 2026, o que intensifica o debate sobre a futura atuação da instituição.

Opinião

A crescente influência política nas decisões do Banco Central pode comprometer a estabilidade econômica do Brasil, algo que deve ser monitorado de perto por todos os cidadãos.