O Relatório de Ameaças Cibernéticas da Acronis do segundo semestre de 2025 trouxe à tona uma realidade alarmante: o Brasil agora ocupa o top 3 do ranking global de países com maior concentração de ataques de ransomware. O estudo revela que, em um contexto onde mais de 7.600 vítimas foram registradas, o país se tornou um alvo recorrente para cibercriminosos.
De acordo com a análise, realizada com dados coletados pela Unidade de Pesquisa de Ameaças da Acronis (TRU), o Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia em termos de volume de detecções de ransomware, destacando-se como o maior foco de atenção dos hackers na América Latina.
Setores mais atingidos
Os grupos de ransomware mais ativos no Brasil incluem o Qilin, Akira e Cl0p, com os setores mais afetados sendo manufatura, tecnologia e saúde. Além disso, o volume médio de incidentes por organização aumentou em 16% em comparação com o ano anterior, enquanto o número por usuário cresceu 20%.
Golpes de phishing em alta
Um dado preocupante é que 52% dos ataques detectados no Brasil consistiram em golpes de phishing, utilizando engenharia social para roubar informações sensíveis das vítimas, como senhas e números de cartão de crédito. A Acronis também identificou que muitos ataques começam por meio do envio de e-mails fraudulentos.
A evolução do cibercrime
Os cibercriminosos estão cada vez mais utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) para aprimorar suas operações, incluindo o reconhecimento de vítimas e a negociação de resgates. A análise aponta que sistemas automatizados estão sendo empregados para gerenciar várias operações de extorsão simultaneamente, indicando uma evolução nas táticas utilizadas pelos hackers.
Opinião
A crescente utilização de IA por cibercriminosos destaca a necessidade urgente de reforçar a segurança digital em todos os setores.
