O Governo dos EUA anunciou uma mudança significativa nas tarifas de importação que afetam diretamente as exportações brasileiras. Em 20 de fevereiro de 2026, foram revogadas as tarifas de 40% e 50% que anteriormente oneravam produtos brasileiros, bem como as tarifas recíprocas de 10%. No lugar, foi instituída uma nova tarifa global de 10% para todos os países, com exceção de determinados produtos.
Com essa nova ordem executiva, estima-se que aproximadamente 25% das exportações brasileiras, totalizando US$ 9,3 bilhões, estarão sujeitas a tarifas de 10% ou 15%. Este novo regime tarifário também traz alíquota zero para as aeronaves brasileiras, que anteriormente enfrentavam uma taxa de 10% ao entrar no mercado norte-americano.
Impactos no Comércio
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos atingiu US$ 82,8 bilhões, um aumento de 2,2% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras somaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 45,1 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.
Com a revogação das tarifas, cerca de 46% das exportações brasileiras para os EUA em 2025, que totalizam US$ 17,5 bilhões, estarão isentas de tarifas adicionais. Isso inclui produtos de setores como máquinas, equipamentos, calçados e móveis, que agora competem em condições mais favoráveis.
Setores Beneficiados
Os novos termos também beneficiam o setor agropecuário, onde produtos como pescados, mel, tabaco e café solúvel, que anteriormente enfrentavam tarifas de 50%, agora estão sujeitos a uma taxa de 10% ou 15%. Isso representa uma oportunidade significativa para os exportadores brasileiros, que agora competem em condições equivalentes às de outros fornecedores internacionais.
Opinião
A mudança nas tarifas dos EUA pode representar uma nova era de oportunidades para o Brasil, mas é crucial que o país se prepare para maximizar os benefícios dessa nova realidade comercial.
