Santa Catarina

Polícia Federal prende Edgar Barbosa por desvio de R$ 5 milhões do SUS

Polícia Federal prende Edgar Barbosa por desvio de R$ 5 milhões do SUS

A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o ex-secretário municipal de Saúde de Selvíria, Edgar Barbosa dos Santos, em um desdobramento da investigação sobre o desvio de R$ 5 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS). O mandado foi expedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região e faz parte da Operação Rastro Cirúrgico, que teve início em 12 de agosto de 2025.

Desdobramentos da Operação

Na primeira fase da operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro, arresto e bloqueio de bens, visando interromper e ressarcir os desvios de recursos do SUS. A investigação revelou indícios de peculato, fraude em licitações e contratos administrativos superfaturados, além de indícios de corrupção e lavagem de dinheiro.

Investigação em Selvíria

A investigação começou após a identificação de irregularidades no Centro de Especialidades Médicas (CEM) de Selvíria, que fica a aproximadamente 400 quilômetros de Campo Grande. A operação busca combater crimes de apropriação e desvio de recursos públicos, além de fraudes em procedimentos licitatórios.

Medidas e Apreensões

Durante a ação, foram apreendidos veículos, armas, motos de alto valor e pedras preciosas. As medidas foram deferidas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, após representação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Foram identificados múltiplos contratos administrativos, alguns não publicados nos portais de transparência, causando multiplicidade de pagamentos por serviços médicos.

Consequências Legais

Os envolvidos na operação poderão ser responsabilizados pelos crimes de peculato, fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com penas que podem variar de 10 a 33 anos de reclusão, dependendo do grau de culpabilidade.

Opinião

A prisão de Edgar Barbosa é um passo importante no combate à corrupção e à má gestão dos recursos públicos, reforçando a necessidade de transparência e responsabilidade na administração pública.