Política

Liquidação do Banco Pleno expõe relações de Augusto Lima com o PT da Bahia

Liquidação do Banco Pleno expõe relações de Augusto Lima com o PT da Bahia

A liquidação do Banco Pleno, decretada em 23 de fevereiro de 2026, traz à tona as relações entre o empresário Augusto ‘Guga’ Lima e o PT da Bahia. Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, é um dos focos de preocupação do governo federal devido ao modelo de crédito consignado que impulsionou a expansão do grupo.

O Credcesta, criado em 2018 durante a gestão de Rui Costa, foi um dos principais produtos que alavancaram o negócio. Em 2019, Lima levou o Credcesta ao Banco Master, que mais tarde se tornaria o Banco Pleno. A liquidação ocorre em um momento em que Lima enfrenta investigações na CPI do INSS sobre fraudes relacionadas ao Banco Pleno, com sete requerimentos pendentes de análise.

Investigações e Reações

O senador Jacques Wagner (PT-BA) nega qualquer envolvimento com irregularidades, afirmando que sua relação com Lima não implica em negócios ilícitos. A CPI investiga também as operações do Banco Master, que geraram preocupações sobre a concessão de crédito a beneficiários do INSS. O relator da CPI, Alfredo Gaspar, acredita que a liberação de dados sigilosos do banco à comissão fortalecerá a apuração das irregularidades.

A liquidação do Banco Pleno e as investigações em curso refletem a complexidade das operações de crédito consignado no Brasil, especialmente em meio a um cenário de fiscalização crescente. A relação entre Lima e o PT da Bahia, marcada por decisões administrativas que favoreceram a expansão do Credcesta, continua a gerar controvérsias e questionamentos sobre a ética nas práticas de concessão de crédito.

Opinião

A liquidação do Banco Pleno não apenas expõe as fragilidades do sistema financeiro, mas também levanta questões sobre a responsabilidade política e a necessidade de maior transparência nas relações entre o setor público e privado.