A gestora Pátria se despediu da rede de academias Smartfit após 15 anos de investimento. Em uma venda de ações realizada na B3, conhecida como block trade, a gestora levantou R$ 890 milhões, ao vender 42,4 milhões de ações por R$ 21 cada.
O desinvestimento ocorreu ao longo de três blocks trades e uma oferta subsequente em 2023. Os blocos anteriores aconteceram em 2025. Durante a abertura de capital da companhia em 2021, o Pátria não vendeu ações.
O sócio do Pátria, Luis Felipe Cruz, declarou que esta venda coroa um investimento bem-sucedido da gestora. Ele ressaltou que, desde 2010, quando o Pátria fez seu primeiro investimento na rede, a Smartfit operava com apenas 28 academias e 45 mil membros. Agora, a rede conta com duas mil unidades e 5,2 milhões de membros.
A restrição para a venda de ações da empresa, conhecida como lock-up, venceu na semana passada. O Bank of America, que já havia estruturado os dois blocos anteriores, coordenou a operação. O banco ofereceu uma garantia firme de preço por ação em R$ 20,95, mas o papel foi precificado em R$ 21, atraindo investidores locais e estrangeiros.
Os 7% remanescentes vendidos pelo Pátria hoje faziam parte do bloco de controle da companhia. A família Corona permanece como a principal acionista, detendo cerca de 15% da empresa. A venda aumenta a liquidez das ações da Smartfit e reduz a pressão vendedora sobre os papéis, já que o mercado estava ciente da intenção de venda do Pátria.
Opinião
A saída do Pátria da Smartfit marca uma nova fase para a empresa, que agora busca consolidar ainda mais sua presença no mercado de academias.
