O senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que atualmente lidera a intenção de voto para o governo do Paraná nas eleições de outubro de 2026, enfrenta resistência dentro do Partido Liberal (PL). Apesar de sua popularidade, a cúpula nacional do PL, presidida por Valdemar Costa Neto, e a direção paranaense do partido estão relutantes em aceitar a filiação de Moro.
O deputado federal Filipe Barros (PL) negou que Moro tenha recebido um convite para se filiar ao PL, classificando as especulações como boatos. Barros declarou que a prioridade do PL é manter a aliança com o governador Ratinho Junior (PSD), que é pré-candidato à presidência e já tem um histórico de colaborações bem-sucedidas nas eleições de 2024.
O cenário eleitoral e as intenções de voto
Segundo uma pesquisa realizada entre 24 e 27 de janeiro de 2026, Moro lidera as intenções de voto com até 44,6% e se mostra forte em todos os cenários de segundo turno. A pesquisa foi contratada pelo instituto 100% Cidades/Futura, com uma amostra de 800 pessoas e um nível de confiança de 95%.
Por outro lado, Ratinho Junior manifestou sua expectativa de apoio do PL na coligação com o PSD, visando a continuidade de sua gestão no Palácio Iguaçu. Ele afirmou que o PL deve apoiar Filipe Barros em sua candidatura ao Senado, reforçando a aliança entre os partidos.
As relações de Moro com o PL e o União Brasil
Moro, que foi ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, deixou a gestão de forma conturbada e, desde então, busca consolidar sua posição política. Apesar de ter apoiado Bolsonaro nas eleições contra Lula, ele ainda enfrenta resistência, especialmente da ala do PL influenciada por Costa Neto.
A assessoria de Moro reafirmou que ele permanece no União Brasil, partido que garantiu sua candidatura ao governo do Paraná. No entanto, a situação pode mudar dependendo da confirmação de Ratinho Junior como pré-candidato à presidência, o que poderia forçar o PL a reconsiderar sua posição.
Opinião
A resistência do PL à filiação de Moro reflete as complexas alianças políticas necessárias para as eleições de 2026, onde a estratégia de apoio mútuo pode ser crucial para o sucesso nas urnas.
