O vice-presidente e ministro da Indústria do Brasil, Geraldo Alckmin, avaliou que a decisão da Suprema Corte americana de derrubar as tarifas nos Estados Unidos foi positiva para o Brasil. Durante uma agenda em Aparecida do Norte (SP), Alckmin afirmou que, com a alíquota agora igual para todos os países, o Brasil não perde competitividade.
Segundo Alckmin, a queda das tarifas, que foram implementadas durante o governo de Donald Trump, traz duas vantagens para o Brasil. Além de acabar com as alíquotas mais altas em relação a outros países, alguns itens brasileiros tiveram seus impostos zerados, incluindo setores como combustível, carne, café, suco de laranja, celulose e aeronáutica.
Setor Aeronáutico em Foco
No setor de aeronaves e peças, Alckmin destacou que a alíquota, que era de 10%, caiu a zero. Ele ressaltou a importância do comércio exterior, afirmando que a competitividade dos produtos brasileiros vai aumentar. “Algumas indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Se você olha Embraer, não tem como ter uma fábrica de avião para vender só para o mercado interno”, disse.
O vice-presidente também mencionou que a tarifa média praticada pelo Brasil a produtos americanos é de 2,7%. Em relação às restrições impostas por Trump no âmbito da Seção 232, Alckmin ponderou que a medida vale para todos os países, então não há desvantagem em relação a outros.
Negociações em Andamento
A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, marcada para março de 2024, será uma oportunidade para mais negociações comerciais com a maior economia do mundo, segundo Alckmin. “Há uma avenida de negociação ainda, para questões também não tarifárias. Embora não seja o maior comprador do Brasil, os EUA é quem compra produtos industriais, então é um avanço especialmente importante”, avaliou.
Alckmin também expressou preocupação com a chamada Seção 301, mas acredita que a situação será esclarecida. Ele citou o Pix como um exemplo de inovação que é altamente benéfico para a população.
Recorde de Exportações e Acordo Mercosul-UE
Além disso, o vice-presidente destacou que o Brasil alcançou um recorde de exportações em 2025, superando U$S 348 bilhões, mesmo com as tarifas de Trump, devido à diversificação de mercados. Alckmin também informou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve ser aprovado em comissão da Câmara nesta terça-feira, 24 de outubro de 2023.
Opinião
A postura otimista de Alckmin em relação às novas tarifas e acordos comerciais reflete a confiança no potencial do Brasil no cenário internacional.
