A Comissão Europeia exigiu neste domingo (22) que os Estados Unidos cumpram os termos do acordo comercial UE-EUA firmado no ano passado. A cobrança ocorre após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais do presidente americano Donald Trump e ele responder com novas taxas generalizadas.
A Comissão, que negocia a política comercial em nome dos 27 Estados-membros da UE, afirmou que Washington deve fornecer “total clareza” sobre as medidas que pretende tomar após a decisão do tribunal. Após a Suprema Corte ter derrubado as tarifas globais de Trump na sexta-feira (20), o presidente dos EUA anunciou tarifas temporárias e generalizadas de 10%, que ele aumentou para 15% um dia depois.
Condições do Acordo Comercial
Segundo a Comissão Europeia, “a situação atual não é propícia para alcançar um comércio e investimento transatlântico ‘justo, equilibrado e mutuamente benéfico’, conforme acordado por ambas as partes” na declaração conjunta que estabeleceu os termos do acordo comercial do ano passado. A Comissão enfatizou: “Um acordo é um acordo.”
O acordo comercial do ano passado estabeleceu uma tarifa americana de 15% para a maioria dos produtos da UE, com exceção daqueles abrangidos por outras tarifas setoriais, como as do aço. Também permitiu tarifas zero para alguns produtos, como aeronaves e peças de reposição. A UE concordou em eliminar as taxas de importação de muitos produtos americanos e retirou a ameaça de retaliar com tarifas mais altas.
Discussões com Representantes dos EUA
O executivo da UE afirmou que os produtos da UE devem continuar a beneficiar do tratamento mais competitivo, sem aumentos tarifários para além do teto claro e abrangente previamente acordado. As tarifas imprevisíveis, segundo a Comissão, são perturbadoras e minam a confiança nos mercados globais.
Informações indicam que o Comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, discutiu o assunto com o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, e com o Secretário de Comércio, Howard Lutnick, no sábado (21).
Opinião
A situação atual entre a UE e os EUA exige um diálogo claro e eficaz para evitar um aumento nas tensões comerciais que podem afetar a economia global.
