O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união dos países em desenvolvimento, especialmente os do Sul Global, para mudar a lógica econômica do mundo. A afirmação foi feita durante a visita à Índia, que ocorreu no dia 22 de outubro de 2023, antes de embarcar para a Coreia do Sul.
Em coletiva de imprensa, Lula ressaltou as dificuldades históricas enfrentadas pelos países menos desenvolvidos nas negociações com superpotências. Ele afirmou que Índia, Brasil, Austrália e outros países do Sul Global precisam se unir, pois a tendência é perder em negociações diretas com potências.
BRICS e a nova lógica econômica
Lula também comentou sobre o BRICS, afirmando que o bloco está ganhando uma nova cara e contribuindo para viabilizar essa nova lógica econômica. Ele destacou que a criação de um banco pelo BRICS é um passo importante, mas reiterou que não há planos para criar uma moeda comum para o grupo, defendendo o comércio com as próprias moedas para reduzir dependências.
Fortalecimento da ONU
O presidente brasileiro enfatizou a importância do multilateralismo e do fortalecimento da ONU, que deve voltar a ter legitimidade e eficácia. Lula mencionou suas conversas com líderes de outros países para abordar questões como a situação na Venezuela, Gaza e Ucrânia.
Parcerias no combate ao narcotráfico
Em relação à relação Brasil-EUA, Lula destacou que boas parcerias podem surgir se houver interesse dos Estados Unidos em combater o narcotráfico e o crime organizado. Ele propôs que a Polícia Federal brasileira colabore com outros países para enfrentar essas organizações criminosas.
Encontros com Narendra Modi
Lula também se reuniu com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, onde discutiram a relação comercial entre Brasil e Índia, focando no fortalecimento das economias de ambos os países. O presidente brasileiro mencionou que os empresários indianos estão otimistas em relação ao aumento de investimentos no Brasil.
Opinião
A visita de Lula à Índia e suas propostas para o Sul Global refletem a necessidade de uma nova abordagem nas relações internacionais, especialmente em tempos de crescente polarização.
