O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um aumento nas tarifas globais de 10% para 15%, com efeito imediato. A decisão foi tomada após uma recente derrota na Suprema Corte dos EUA, que havia derrubado uma tarifa anterior. A nova ordem executiva, publicada na sexta-feira, também estabelece que o governo americano continuará com investigações lideradas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais consideradas abusivas.
O Brasil é um dos países investigados, e as autoridades brasileiras acreditam que ainda é cedo para avaliar o impacto real dessa decisão. No entanto, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está comprometido em manter o diálogo com os EUA, especialmente considerando que a balança comercial entre os dois países mostra um superávit para os Estados Unidos.
Investigação e Diálogo
Fontes do governo brasileiro indicam que o tarifaço de Trump é injustificado, e o diálogo será a prioridade nas próximas semanas. Lula e Trump devem se encontrar em março nos EUA para discutir essas questões. A investigação do USTR inclui, entre outros tópicos, o sistema de pagamentos Pix e o comércio na famosa rua 25 de Março, em São Paulo.
A investigação menciona que o Brasil parece se envolver em práticas desleais em serviços de pagamento eletrônico, além de alegações sobre a falta de proteção aos direitos de propriedade intelectual, especialmente na área da 25 de Março, conhecida por seu comércio de produtos falsificados.
Opinião
A situação exige um esforço diplomático significativo do governo brasileiro para mitigar os efeitos das tarifas e das investigações, buscando um entendimento que beneficie ambos os países.
