Santa Catarina

Juiz Eduardo Trevisan exige ação da Prefeitura sobre transporte público em Campo Grande

Juiz Eduardo Trevisan exige ação da Prefeitura sobre transporte público em Campo Grande

No processo referente à ação popular que propõe a intervenção no transporte público de Campo Grande, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, destacou a responsabilidade da administração pública em fiscalizar os serviços prestados pelo Consórcio Guaicurus. O magistrado afirmou que a Prefeitura está sendo omissa nesta questão, o que pode levar a consequências legais.

A decisão do juiz veio após o provimento parcial dos embargos solicitados pela Prefeitura de Campo Grande, pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos (AGEREG) e pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (AGETRAN). Trevisan reconheceu que a redação anterior continha obscuridades sobre a execução da intervenção no transporte público.

Novas diretrizes e prazos

O juiz explicou que a ordem judicial não é um decreto de intervenção imediato, mas sim uma determinação para que se inicie um procedimento administrativo prévio. Isso permitirá que o Consórcio Guaicurus se defenda e que os fatos sejam apurados antes de uma decisão final. O prazo estipulado para a apresentação do plano de ação é de 30 dias úteis, com a data limite sendo 9 de março deste ano. Caso a ordem não seja cumprida, será aplicada uma multa diária de R$ 300 mil, limitada a 100 dias.

Trevisan também enfatizou a responsabilidade solidária do Município, da AGEREG e da AGETRAN em relação ao cumprimento da ordem judicial. Isso significa que qualquer uma das entidades pode ser penalizada em caso de descumprimento.

Omissão e consequências

O juiz apontou indícios de que o Consórcio Guaicurus não está cumprindo as cláusulas do Contrato de Concessão n. 330/2012. Ele ressaltou que a omissão da administração pública em fiscalizar pode caracterizar culpa in vigilando, o que pode levar à responsabilização civil do ente público por danos causados a terceiros.

A prefeita Adriane Lopes e as agências reguladoras devem instaurar o procedimento administrativo para verificar se a concessionária está cumprindo as condições do contrato, como a pontualidade das viagens e a segurança dos passageiros.

Opinião

A situação do transporte público em Campo Grande exige uma resposta rápida e eficaz da administração pública, que deve agir com responsabilidade e transparência.