Internacional

Associação Internacional de Surfe reduz vagas olímpicas para Los Angeles 2028

Associação Internacional de Surfe reduz vagas olímpicas para Los Angeles 2028

A Associação Internacional de Surfe (ISA) anunciou importantes mudanças na distribuição de vagas para a Olimpíada de Los Angeles em 2028. A principal alteração é a redução das vagas disponíveis por meio da Liga Mundial de Surfe (WSL), que agora terá apenas dez vagas no total, sendo cinco para homens e cinco para mulheres.

Essa nova configuração estabelece um limite de um atleta por país, o que impacta diretamente a classificação dos surfistas. Anteriormente, nos Jogos de Tóquio e Paris, o circuito de elite permitia a classificação de até dois atletas por país, o que beneficiava nações como o Brasil. Com a nova regra, apenas o campeão do circuito masculino, Yago Dora, estaria garantido na Olimpíada via WSL, enquanto Ítalo Ferreira, que ficou em quarto lugar, não se classificaria.

Novas Oportunidades de Classificação

Em contrapartida, a ISA aumentou o número de vagas nos Jogos Mundiais de Surfe de 2028, que oferecerão dez vagas por gênero, também limitadas a uma por país. Além disso, os países que se destacarem nos eventos de 2026 e 2027 terão a chance de garantir vagas extras. Essa decisão visa ampliar as oportunidades de classificação para os atletas.

Os Jogos Pan-Americanos de 2027, que ocorrerão em Lima, no Peru, também servirão como um caminho de classificação para o Brasil, onde o campeão garantirá a vaga na Olimpíada. Em Paris 2024, o Brasil contará com seis atletas, sendo três no masculino e três no feminino, um feito que o posiciona como a nação com mais representantes na última edição.

Impacto no Surfe Brasileiro

O Brasil já teve um desempenho notável nas Olimpíadas, conquistando medalhas em três edições. Em Tóquio 2021, Ítalo Ferreira trouxe o primeiro ouro para o país no surfe. Em Paris, Gabriel Medina garantiu o bronze e Tatiana Weston-Webb levou a prata, consolidando a força do surfe brasileiro no cenário olímpico.

Opinião

A redução de vagas pela ISA pode gerar um cenário desafiador para os atletas, mas também abre novas oportunidades em competições futuras.