A Suprema Corte dos EUA tomou uma decisão histórica em 20 de fevereiro de 2026, ao considerar ilegais as tarifas aplicadas pelo presidente Donald Trump. A decisão, que foi aprovada por uma maioria de 6 votos a 3, representa uma das primeiras grandes derrotas do presidente em seu segundo mandato.
Reações da Comunidade Internacional
Os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos reagiram com uma comemoração discreta à decisão. A União Europeia (UE) afirmou que continua buscando entender as implicações da decisão sobre as tarifas negociadas em julho de 2025, que estabeleciam uma tarifa geral de 15% sobre exportações da UE, enquanto zeravam tarifas para produtos industriais dos EUA. O porta-voz adjunto da Comissão Europeia, Olof Gill, destacou a importância de manter contato próximo com o governo americano para esclarecer as próximas medidas.
Impacto no Canadá e no Reino Unido
O Canadá, que é o país do G7 mais afetado pelas tarifas, celebrou a decisão da Corte. O ministro Dominic LeBlanc afirmou que a decisão fortalece a posição do Canadá de que as tarifas americanas são injustificadas. Por outro lado, o Reino Unido manifestou a intenção de trabalhar com a Casa Branca para entender como a decisão afetará as tarifas para o país e o restante do mundo.
Compromissos da UE com os EUA
A União Europeia também se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em produtos energéticos dos EUA até 2028 e a investir US$ 600 bilhões em setores estratégicos nos Estados Unidos. Esta relação comercial é vista como crucial para ambos os lados, especialmente após a recente decisão judicial.
Desafios para Empresas
A Câmara de Comércio Internacional reconheceu que a decisão será bem recebida por muitas empresas, que enfrentaram pressão significativa em seus balanços patrimoniais devido às tarifas. No entanto, a CCI alertou que o processo de importação nos EUA é complexo, e a falta de orientações claras pode levar a litígios e custos adicionais.
Opinião
A decisão da Suprema Corte dos EUA representa um momento crítico nas relações comerciais internacionais, e suas repercussões ainda precisam ser totalmente compreendidas pelos países afetados.
