Economia

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e Trump ameaça Brasil com Seção 301

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e Trump ameaça Brasil com Seção 301

A Suprema Corte dos EUA decidiu, em 20 de fevereiro de 2026, que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a parceiros comerciais eram ilegais por não terem sido consultadas com o Congresso. Essa decisão representou um importante revés para a administração Trump, que buscava corrigir o que considera relações comerciais injustas.

Apesar da derrota, Trump anunciou que pretende usar a Seção 301 da Lei de Comércio, um mecanismo que investiga práticas comerciais desleais. Desde julho de 2025, o Brasil já está sob investigação nesse contexto, especialmente em relação ao comércio digital e serviços de pagamento.

O que é a Seção 301?

A Seção 301 permite que o Representante de Comércio dos EUA (USTR) investigue ações que possam ser consideradas injustas ou discriminatórias. Caso sejam confirmadas violações, o presidente pode impor tarifas ou outras ações retaliatórias. Trump já utilizou essa seção anteriormente, especialmente contra a China.

Implicações para o Brasil

O Brasil enfrenta investigações que incluem práticas como tarifas preferenciais injustas e acesso ao mercado de etanol, além de questões relacionadas ao desmatamento ilegal. Os resultados da apuração da Seção 301 podem ser divulgados até meados de 2026, mas o processo requer debates e consultas públicas, tornando-o mais moroso.

Adicionalmente, Trump anunciou uma tarifa de 10% sobre o comércio global, que pode se somar a possíveis tarifas específicas sobre o Brasil, dependendo do resultado das investigações.

Opinião

A decisão da Suprema Corte dos EUA e as ameaças de Trump trazem à tona a complexidade das relações comerciais entre os países, exigindo atenção redobrada do Brasil para evitar sanções que possam impactar sua economia.