A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, protocolou no dia 20 de outubro duas ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o pré-candidato Flávio Bolsonaro e o Partido Liberal (PL), alegando propaganda eleitoral negativa antecipada.
As ações mencionam vídeos que utilizam inteligência artificial para satirizar o desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Um dos vídeos de Flávio Bolsonaro já conta com mais de 1,7 milhão de visualizações.
Alegações da Federação
Nos documentos, a Federação Brasil da Esperança argumenta que o vídeo de Flávio Bolsonaro tem conotação eleitoral e busca desqualificar a imagem de Lula. O material apresenta a frase “Bloco do Luladrão” e retrata o presidente em trajes que lembram um presidiário, sugerindo uma ligação com a criminalidade. Segundo a ação, isso configura propaganda eleitoral negativa.
Além disso, o vídeo tem gerado um grande engajamento nas redes sociais, contabilizando mais de 7.600 comentários e mais de 15,2 mil compartilhamentos. A Federação destaca que o conteúdo, produzido com ferramentas de IA, tem o objetivo de manipular a percepção do eleitorado.
Contra-ataque do Partido Liberal
Em um movimento paralelo, o Partido Liberal também protocolou uma ação no TSE no dia 19 de outubro, questionando se recursos públicos foram usados para fins eleitorais no desfile que homenageou Lula. O PL afirma que há indícios de envolvimento da Presidência da República na organização do evento, com servidores públicos ajudando na busca de patrocínios e convidados.
A ação do PL solicita que o TSE envie um ofício à Secretaria-Geral da Presidência da República para fornecer informações sobre os gastos do governo com os desfiles nos últimos quatro anos, incluindo valores e possíveis patrocínios a escolas de samba.
Opinião
A disputa entre os partidos evidencia a polarização política atual e o uso das redes sociais como ferramenta de propaganda e ataque, levantando questões sobre a ética na comunicação eleitoral.
