O ouro fechou em alta nesta sexta-feira (20), recuperando o território dos US$ 5.000 por onça-troy, após uma sessão volátil. O destaque foi a decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegais as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, gerando incertezas sobre a inflação e as futuras ações do Federal Reserve (Fed).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou com alta de 1,67%, atingindo US$ 5.080,9 (aproximadamente R$ 26.623,92) por onça-troy. A prata para março também teve um desempenho significativo, com alta de 6,07%, chegando a US$ 82,34 (R$ 431,46) por onça-troy.
Expectativa de inflação e reações do Fed
Na análise do cenário, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, comentou que é difícil prever as consequências da decisão da Suprema Corte, pois isso dependerá da reação das empresas. Ele também destacou que a administração americana pode ter outras formas de impor tarifas, apesar da decisão atual.
O Commerzbank alertou que a questão das tarifas não está “completamente descartada”, mesmo que o pico dos conflitos tarifários possa já ter passado. Além disso, os dirigentes do BC estão atentos à publicação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de dezembro, que deve influenciar as decisões futuras do FOMC.
Opinião
A decisão da Suprema Corte dos EUA pode ter um impacto significativo nos mercados, e a alta do ouro reflete a busca por segurança em tempos de incerteza econômica.
