Profissionais de saúde da Gerência de Controle de Zoonoses (GCZ) confirmaram, nesta sexta-feira (20), o terceiro caso do ano de raiva em morcegos. Este caso eleva os alertas sobre a necessidade de vacinação anual de cães e gatos, já que essa é a principal forma de prevenção da doença.
Os três casos foram registrados desde o dia 9 de fevereiro. Ao longo de todo o ano passado, foram confirmados 11 casos de morcegos infectados pela raiva. O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968, enquanto um caso foi registrado em Corumbá em 2015.
Morcegos recolhidos e análise laboratorial
Os morcegos infectados foram recolhidos nos bairros Vivendas do Bosque, Centro e Santa Fé, após moradores acionarem a GCZ ao identificarem morcegos em situação anormal, como caídos no chão. Após o recolhimento, os espécimes foram encaminhados para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.
De acordo com a equipe técnica, o município possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.
Orientações para a população
Diante dos registros confirmados, a Sesau orienta que todo morcego encontrado em situação anormal deve ser considerado suspeito. “A recomendação é não tocar no animal, isolar o local para evitar contato com pessoas e outros animais e acionar imediatamente a GCZ para o recolhimento seguro”, alerta Maria Aparecida Conche, chefe do Serviço de Controle da Raiva e outras Zoonoses da Sesau.
Ela ainda reforça que morcegos observados voando à noite ou abrigados durante o dia, sem apresentar comportamento atípico, não representam risco e não devem ser manipulados. Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição.
Importância da vacinação
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reforça que manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia é fundamental para impedir a circulação do vírus no ambiente urbano. Animais domésticos vacinados funcionam como uma barreira sanitária, interrompendo a cadeia de transmissão entre mamíferos e protegendo toda a comunidade.
Além das campanhas itinerantes de vacinação antirrábica realizadas nos bairros, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) funciona como posto fixo de vacinação durante todo o ano, permitindo que os tutores levem seus cães e gatos para imunização a qualquer momento. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h, na Av. Senador Filinto Müller, 1.601 – Vila Ipiranga.
Como acionar o CCZ
O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona nos seguintes horários: Telefone geral: (67) 3313-5000. Segunda a sexta-feira, das 7h às 17h: (67) 2020-1801 / (67) 2020-1789. Segunda a sexta-feira, das 17h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h: (67) 2020-1794. Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado.
Opinião
A situação reforça a importância da conscientização sobre a raiva e a vacinação de pets para garantir a saúde pública.
