Economia

Javier Milei vê Merval disparar 4,26% enquanto Argentina enfrenta greve geral

Javier Milei vê Merval disparar 4,26% enquanto Argentina enfrenta greve geral

A Argentina vive um momento paradoxal com sua quarta greve geral sob a gestão de Javier Milei, enquanto o mercado financeiro de Buenos Aires se destaca de forma impressionante. Nesta quinta-feira (19), o índice Merval encerrou o dia com uma valorização de 4,26%, atingindo a marca histórica de 2.839.106,06 pontos. Este resultado representa a maior alta intradiária desde 31 de outubro de 2025, quando o índice havia saltado 7,48%.

Reforma Trabalhista e Superávit Fiscal

O desempenho positivo do mercado argentino reflete uma confiança renovada dos investidores, em meio ao início dos debates da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados. De acordo com Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, essa alta não é aleatória, mas sim um reflexo da percepção de que as reformas podem ser aprovadas. O ministro da Economia, Luis Caputo, confirmou que o governo voltou a registrar superávit fiscal em janeiro, algo considerado raro no histórico recente do país.

Prorrogação do RIGI e Aquisições Importantes

A prorrogação do Regime Especial para Grandes Investimentos (RIGI) também foi vista como um estímulo positivo para o capital de longo prazo, proporcionando previsibilidade para investidores que desejam aportar valores maiores na Argentina. Além disso, a recente aquisição da Prisma e Newpay pela Visa foi interpretada como um sinal de confiança no setor de meios de pagamento e no potencial de digitalização financeira do país.

O Papel do Setor Bancário

O setor bancário também teve um papel crucial nesse rali, beneficiado pela melhora no balanço externo. O Banco Central argentino voltou a comprar reservas, e a estabilidade do câmbio contrasta com a volatilidade de outros mercados emergentes.

Opinião

A atual situação da Argentina ilustra como a confiança dos investidores pode prosperar mesmo em meio a crises sociais, desde que haja sinais claros de compromisso com reformas e estabilidade fiscal.