Os Correios admitiram em 19 de fevereiro de 2026 que a nova taxa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 causou um impacto severo em suas finanças. A estatal relatou uma perda de receita estimada em R$ 2,2 bilhões e uma significativa queda de 12,7% no faturamento do terceiro trimestre de 2025 em comparação ao ano anterior.
O principal fator por trás dessa crise financeira foi a implementação do programa Remessa Conforme pelo Ministério da Fazenda, que não apenas introduziu a nova taxa, mas também permitiu que empresas privadas realizassem entregas que antes eram exclusivas dos Correios. Essa mudança resultou em uma drástica redução nas receitas internacionais, que caíram de R$ 3,2 bilhões para apenas R$ 1,1 bilhão em um ano.
Problemas Internos e Dívidas Acumuladas
A diretoria dos Correios reconheceu que a baixa qualidade operacional criou um ciclo vicioso de perda de clientes, especialmente entre aqueles que representam mais de 50% do faturamento da estatal. Até setembro de 2025, as dívidas acumuladas totalizavam R$ 3,7 bilhões, dificultando ainda mais a recuperação financeira.
Estratégia de Recuperação e Leilão de Imóveis
Para reverter essa situação, os Correios elaboraram um plano que inclui estabilização, consolidação e crescimento. A empresa busca captar R$ 12 bilhões e está revisando seus custos internos. Além disso, iniciou o leilão de 21 imóveis ociosos em estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, com a expectativa de arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão.
Opinião
A situação dos Correios evidencia a necessidade urgente de adaptação às novas realidades do mercado, onde a concorrência se torna cada vez mais desafiadora.
