O Congresso do Peru escolherá nesta quarta-feira o oitavo presidente do país em uma década, após a destituição de José Jerí, que ficou apenas quatro meses no cargo. A votação ocorre em meio a uma crise política marcada pela falta de maiorias legislativas.
O novo presidente interino liderará o país até 28 de julho, quando o poder será transferido ao vencedor de uma eleição geral agendada para 12 de abril. A presidência no Peru tem sido caracterizada por uma instabilidade política, com presidentes frequentemente removidos com base em uma interpretação ampla de um artigo constitucional sobre “incapacidade moral permanente”.
Candidatos em disputa
Quatro candidatos disputam a posição, com níveis de apoio incertos entre eles. A favorita para assumir a presidência é María del Carmen Alva, uma advogada de 58 anos, indicada pelo partido conservador Ação Popular. Alva, que já foi presidente do Congresso, tem laços com o setor agroexportador, especialmente em empresas que exportam aspargos para os EUA.
Outro candidato é Héctor Acuña, um engenheiro de 68 anos que representa o grupo conservador Honra e Democracia. Embora Acuña tenha experiência no setor privado, sua trajetória política é considerada menos robusta.
Além deles, os outros candidatos são José Balcázar, um ex-juiz de 83 anos do partido de esquerda Perú Libre, e Edgard Reymundo, um sociólogo de 73 anos do Bloque Democrático.
Opinião
A escolha do novo presidente será crucial para a estabilidade política do Peru, que enfrenta desafios significativos em sua governança.
