O Ministério da Saúde enviou, de forma emergencial, uma equipe de saúde para a região de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em resposta ao surto de coqueluche que já confirmou oito casos e resultou em três óbitos. A ação ocorreu na segunda-feira, dia 16 de fevereiro de 2026, com a presença de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS).
Busca ativa e vacinação
As equipes já estão realizando busca ativa por novos pacientes e reforçando a vacinação entre as crianças das aldeias adjacentes. Atualmente, cerca de 50 profissionais de saúde atuam na região, focando na prevenção de novos casos e na assistência local.
Evolução do esquema vacinal
O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami reportou uma evolução significativa no esquema vacinal das crianças menores de um ano, que subiu de 29,8% em 2022 para 57,8% em 2025. Para crianças menores de cinco anos, a taxa aumentou de 52,9% para 73,5% no mesmo período.
Centro de Referência em Saúde Indígena
Em setembro de 2025, foi inaugurado o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) do Brasil, com um investimento federal de cerca de R$ 29 milhões. Essa unidade visa ampliar a capacidade de atendimento a casos graves e reduzir a necessidade de remoções para centros urbanos distantes, beneficiando cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades.
Reforço na equipe de saúde
O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, destacou que o aumento do número de profissionais, que passou de 690 em 2023 para mais 1.165 atualmente, é crucial para garantir a cobertura do atendimento nas aldeias e uma resposta eficaz a situações emergenciais.
Opinião
A atuação rápida e coordenada do Ministério da Saúde é fundamental para enfrentar surtos como o de coqueluche, especialmente em áreas vulneráveis como o território Yanomami.
