O Banco Central (BC) designou cinco servidores para compor a comissão que conduzirá um inquérito sobre as instituições do conglomerado Master, que foram colocadas em liquidação extrajudicial e regimes especiais. Essa decisão busca apurar as causas que levaram as empresas à liquidação e a responsabilidade dos administradores nos últimos cinco anos antes da decretação.
As instituições envolvidas no inquérito incluem o Banco Master, o Banco Master Múltiplo, o Banco Master de Investimento, o Banco Letsbank, e o Banco Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. A comissão, formada por técnicos do BC, terá um prazo de 120 dias para concluir seus trabalhos, que pode ser prorrogado por mais 120 dias se necessário.
Detalhes do Inquérito
A norma que designa a comissão foi publicada em 18 de outubro e é assinada pelo diretor de organização do sistema financeiro e de resolução, Gilneu Vivan. O inquérito será dividido em duas fases: a instrução e a elaboração do relatório. Na fase de instrução, o BC poderá examinar a contabilidade, arquivos, documentos e outros elementos das instituições, além de tomar depoimentos e solicitar auxílio da polícia.
Os ex-administradores das instituições também poderão acompanhar o inquérito, oferecendo documentos e indicando diligências. Ao final da apuração, eles serão convidados a apresentar suas alegações e explicações. O relatório final incluirá a situação das entidades, as causas da quebra e a quantificação dos prejuízos apurados em cada gestão.
Possíveis Consequências
Se o inquérito concluir que não houve prejuízo, o caso será arquivado. Caso contrário, o relatório será enviado ao juízo de falência ou ao juízo competente para decretá-la. Essa investigação poderá trazer à tona informações cruciais sobre a gestão das instituições e suas responsabilidades.
Opinião
A designação de uma comissão pelo Banco Central é um passo importante para garantir a transparência e a responsabilização no setor financeiro, especialmente em tempos de crise.
