Campo Grande já acumula 172,6 milímetros de chuva em fevereiro de 2023, tornando este mês o mais chuvoso dos últimos três anos. Com a possibilidade de ultrapassar a média esperada de 180 mm, a cidade se prepara para um cenário climático desafiador.
Chuvas e fenômenos climáticos
Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que a precipitação já é semelhante ao esperado para todo o mês. O acúmulo atual se aproxima do recorde de 242,2 mm registrado em fevereiro de 2023, e ainda pode se tornar um dos fevereiros mais chuvosos da última década, com o maior índice sendo de 251,4 mm em 2019.
A meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), Valesca Fernandes, explica que o fenômeno La Niña está influenciando as chuvas regulares na região, contribuindo para o aumento das precipitações. Ela aponta que as previsões indicam mais chuvas para os próximos dias, com acumulados que podem superar os 80 mm em algumas áreas.
Previsão e calor intenso
Para amanhã, a previsão é de até 20 mm de chuva em Campo Grande. Entretanto, o calor persiste, com temperaturas podendo chegar a 38°C na sexta-feira. As chuvas, embora intensas, não impedirão a ocorrência de calor extremo, e há até risco de queda de granizo na capital.
Impactos na infraestrutura
O aumento das chuvas trouxe à tona um problema significativo: a formação de buracos no asfalto. A prefeitura de Campo Grande intensificou o serviço de tapa-buraco para lidar com os danos causados pela precipitação. A situação se agrava à medida que o volume de chuva aumenta, levando a uma verdadeira epidemia de buracos nas vias da cidade.
Opinião
É crucial que as autoridades permaneçam atentas às condições climáticas e invistam em infraestrutura para minimizar os impactos das chuvas e garantir a segurança dos cidadãos.
