Partes do Estreito de Ormuz foram fechadas por algumas horas no dia 17 de outubro, em uma ação considerada de “precauções de segurança” para a navegação. A informação foi divulgada pela agência semioficial iraniana Fars News, em meio a exercícios militares realizados pela Guarda Revolucionária do Irã na hidrovia, que é a mais importante rota de exportação de petróleo do mundo.
O Estreito de Ormuz conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Essa passagem concentra cerca de 20% do fluxo global de petróleo, com cerca de 20 milhões de barris passando pelo estreito diariamente.
Exercícios Militares e Ameaças
No contexto das manobras, o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, afirmou que a força pode fechar o Estreito de Ormuz “no menor tempo possível” caso haja uma decisão nesse sentido. Durante o exercício, foram realizadas manobras com embarcações ultrarrápidas que lançaram mísseis em disparos reais.
Negociações Indiretas com os EUA
Essas movimentações ocorrem enquanto Irã e Estados Unidos estão envolvidos em novas rodadas de negociações indiretas em Genebra sobre o programa nuclear iraniano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que as tratativas estão na fase de discussões técnicas sobre questões nucleares e alívio de sanções.
Importância do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz mede cerca de 167 km de extensão e apenas 39 km no ponto mais estreito. Ele é um dos principais chokepoints energéticos do planeta, com mais de um quarto do petróleo transportado por via marítima cruzando essa passagem. Aproximadamente 114 navios transitam diariamente pelo estreito, que é crucial para a conexão entre grandes produtores do Golfo e os mercados internacionais, especialmente na Ásia.
Opinião
O fechamento do Estreito de Ormuz destaca a fragilidade das relações internacionais e a importância estratégica dessa rota para a economia global.
