A formação técnica em prótese dentária no Brasil está em plena evolução, com a crescente incorporação de tecnologias digitais nas grades curriculares. Atualmente, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) registra 25.677 técnicos em prótese dentária, refletindo a demanda por profissionais capacitados.
O Ministério da Educação (MEC) estabelece uma carga horária mínima de 1.200 horas para a formação profissional, regulamentada pela Lei nº 6.710 de 1979. Este cenário exige que os profissionais dominem sistemas CAD-CAM (Computer-Aided Design/Computer-Aided Manufacturing), que permitem a confecção de restaurações em uma única sessão clínica.
Demanda por mão de obra especializada
Com 3.241 Laboratórios Regionais de Prótese Dentária credenciados pelo programa Brasil Sorridente, a necessidade de mão de obra qualificada é evidente. Rodrigo Sousa, um técnico especializado em CAD-CAM em Florianópolis (SC), destaca que a formação em fluxo digital requer conhecimentos técnicos ampliados, integrando fundamentos tradicionais com tecnologias digitais.
“A capacitação em CAD-CAM exige uma formação que una fundamentos técnicos convencionais com inovações digitais”, explica Sousa. Ele enfatiza a importância de um conhecimento profundo sobre anatomia dental, oclusão funcional e propriedades dos materiais, para garantir a qualidade das próteses.
Diretrizes de formação técnica
As diretrizes do MEC visam preparar os profissionais para confeccionar e reparar próteses dentárias, além de oferecer suporte técnico ao cirurgião-dentista. Os currículos incluem aspectos éticos, técnicas de moldagem e ajuste de próteses, essenciais para atender às exigências funcionais e estéticas dos pacientes.
A digitalização dos processos laboratoriais tem exigido uma formação técnica mais específica, com atualização constante sobre novas tecnologias e materiais. O domínio de softwares específicos para design de próteses se tornou um requisito essencial, aumentando a competitividade no mercado.
Importância da regulamentação
Rodrigo Sousa ressalta que a regulamentação da profissão, estabelecida pela Lei Federal 6.710, garante a qualidade da formação técnica. “Profissionais formados conforme as diretrizes do MEC e registrados no CFO têm respaldo legal para exercer a profissão”, conclui.
Opinião
A transformação digital na área de prótese dentária é uma realidade que exige dos profissionais uma formação técnica sólida e atualizada. A integração de novas tecnologias é fundamental para atender às crescentes demandas do mercado.
