A Justiça do Distrito Federal decidiu tornar réu o piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, pelo crime de homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Turra está preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília, e responderá pela morte de Rodrigo Castanheira, um adolescente de 16 anos.
A agressão que resultou na morte de Rodrigo ocorreu em janeiro no bairro Vicente Pires. O jovem ficou internado por duas semanas em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e faleceu no último sábado (7). Segundo investigações, a briga teve início após um desentendimento envolvendo um chiclete arremessado em um amigo da vítima, mas a Polícia Civil apontou que a situação foi premeditada e contou com a participação de amigos de Turra.
Detalhes da agressão
A denúncia do Ministério Público dos Distrito Federal e Territórios (MPDFT) descreve que Turra agiu de forma “livre e consciente” ao descer do carro e agredir Rodrigo, que foi lançado contra a porta de um veículo, batendo a cabeça e perdendo a consciência. A pena por homicídio doloso pode chegar a 30 anos de prisão.
Pedido de danos morais
Além da condenação penal, o MPDFT pede que Turra pague R$ 400 mil em danos morais à família de Rodrigo. Turra já respondia a um inquérito por lesão corporal em liberdade quando foi novamente preso em 30 de janeiro, após a polícia apresentar provas de seu envolvimento em outros casos de agressão.
Decisão judicial
O juiz André Silva Ribeiro aceitou a denúncia e ressaltou a gravidade dos fatos, a reiteração das condutas violentas e os riscos de interferência probatória, exigindo uma resposta cautelar mais rigorosa. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) também negou um habeas corpus a Pedro Turra, que permanece preso.
Opinião
O caso de Pedro Turra levanta questões sobre a violência entre jovens e a necessidade de medidas mais rigorosas para combater tais comportamentos.
