O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, na tarde de hoje, a reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que tinha como pauta a investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito do Banco Master.
A suspensão ocorreu após a primeira parte da sessão, que começou às 17h e terminou às 19h, e a reunião será retomada às 20h. Todos os ministros participaram do encontro, com André Mendonça e Luiz Fux se juntando por videoconferência.
A convocação de Fachin visava informar os demais membros do STF sobre o material entregue pela PF e a defesa de Toffoli. A investigação foi intensificada após a PF encontrar uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve seu aparelho apreendido durante uma operação de busca e apreensão.
É importante ressaltar que a menção a Toffoli está sob segredo de Justiça. O ministro, que tem enfrentado críticas por sua permanência como relator do caso, também admitiu ser sócio do resort Tayayá, localizado no Paraná, que pertence a familiares dele. Recentemente, a PF informou sobre irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master, que adquiriu participação no resort.
Mais cedo, Toffoli divulgou uma nota à imprensa, confirmando sua sociedade no resort, mas negou ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.
Opinião
A suspensão da reunião do STF levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade dos ministros em casos que envolvem interesses pessoais e investigações delicadas.
