O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou, no dia 12 de outubro, à Procuradoria-Geral da República (PGR) que apresente um pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que investiga as fraudes bilionárias do Banco Master. O parlamentar, que é relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o crime organizado, também requisitou uma investigação sobre a relação entre Toffoli e a empresa Maridt Participações S.A., controlada por familiares do ministro.
No documento enviado à PGR, Vieira argumenta que existem indícios suficientes que comprometem a imparcialidade de Toffoli na relatoria do caso. Ele afirma que um vínculo comercial com o investigado poderia prejudicar a isenção do ministro, destacando que “a justiça não deve apenas ser imparcial, mas deve parecer imparcial perante a sociedade”.
Investigação e Menções no Caso
O pedido de afastamento ocorre em meio a um inquérito que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master, onde Toffoli é o relator no Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, a Polícia Federal (PF) trouxe à tona uma menção ao nome de Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, que foi apreendido durante uma operação de busca e apreensão.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já foi notificado sobre o relatório da PF, o que levou o presidente do STF, Edson Fachin, a convocar uma reunião para discutir as novas evidências. A reunião, marcada para o mesmo dia do pedido de Vieira, visa informar os demais ministros sobre o conteúdo da investigação.
Controvérsias e Críticas
A permanência de Toffoli como relator do caso tem gerado críticas, especialmente após reportagens que revelaram irregularidades em fundos de investimento associados ao Banco Master. Um desses fundos adquiriu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, que é de propriedade de familiares do ministro. Toffoli, por sua vez, confirmou ser sócio do resort, mas afirmou não ter recebido valores de Vorcaro.
Opinião
A situação evidencia a necessidade de transparência e imparcialidade no sistema judiciário, especialmente em casos que envolvem figuras de destaque como Toffoli.
