Antônio Prado, cidade fundada em 1886 na Serra Gaúcha, vive um momento conturbado na política local. A votação na Câmara Municipal que manteve o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto que barrava o aumento da taxa de lixo gerou tensões e polêmicas entre os vereadores.
Na sessão, 14 vereadores votaram pela derrubada do veto, enquanto 8 vereadores se manifestaram a favor da manutenção da decisão da prefeita. Além disso, 3 vereadores não compareceram à sessão, o que levantou questionamentos sobre a participação ativa dos representantes.
O cenário político em Antônio Prado é ainda mais complexo, pois o vereador Landmark, do PT, se tornou alvo de críticas por não ter comparecido à votação. Sua ausência foi vista como crucial, uma vez que seu voto poderia ter sido decisivo para a derrubada do veto, já que a bancada petista havia se posicionado contra a decisão da prefeita.
Enquanto isso, a cidade é reconhecida pelo IPHAN como a que mais preserva a herança da imigração italiana no Brasil, com 48 edificações tombadas que datam de 1890 a 1940. Aproximadamente 80% da população ainda fala o talian, um dialeto que mistura idiomas do norte da Itália com o português, refletindo a rica cultura local.
Além disso, a cidade abriga um importante conjunto arquitetônico urbano, que é considerado um museu a céu aberto, atraindo a atenção de turistas e estudiosos da história.
Paulo Leminski, escritor brasileiro, disse que “nesta vida, pode-se aprender três coisas de uma criança: estar sempre alegre, nunca ficar inativo e chorar com força por tudo o que se quer”. Essa citação pode servir como reflexão para os envolvidos na política local.
Hoje, celebramos também o aniversário da Dra. Mara Martins de Barros, uma figura importante na comunidade.
Opinião
A situação política em Antônio Prado revela a fragilidade das alianças e a importância da participação ativa dos vereadores, especialmente em momentos decisivos como a votação do veto da prefeita.
