O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, acenou à elite econômica em um evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo. O encontro, realizado nesta quarta-feira (11), teve como foco a proposta de um ‘tesouraço’, que visa a redução de gastos públicos e a diminuição da burocracia.
Flávio Bolsonaro criticou diretamente os governos do PT, atribuindo a eles o aumento da carga tributária e a expansão ineficiente do Estado. Ele afirmou que o modelo fiscal adotado nas últimas décadas comprometeu a competitividade do Brasil e manteve os juros elevados. “Eles aumentaram a arrecadação para aumentar os gastos. Eu teria vergonha se fosse presidente do Brasil”, declarou.
Defesa do equilíbrio fiscal e propostas futuras
No evento, o pré-candidato defendeu que o equilíbrio fiscal é essencial para a redução estrutural dos juros e para a recuperação econômica. Ele destacou que a proposta do ‘tesouraço’ representa uma inversão da lógica atual, com foco na diminuição do tamanho do Estado e no fortalecimento da iniciativa privada. Entre os pilares dessa agenda, ele mencionou a simplificação tributária e o corte de despesas ineficientes.
Flávio Bolsonaro também mencionou que os detalhes sobre os cortes do ‘tesouraço’ ainda estão sendo estudados, ressaltando a necessidade de entender os impactos de cada medida. “Tem um time que está me ajudando a fazer isso”, afirmou.
Especulações sobre a equipe econômica e apoio em São Paulo
Questionado sobre a formação de sua equipe econômica, Flávio Bolsonaro disse que as especulações sobre nomes são apenas isso. Ele citou que está conversando com diversas pessoas, mas não há prazos ou confirmações. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, foi destacado como uma peça-chave na sua campanha. O senador minimizou possíveis atritos com Tarcísio e reforçou a importância do apoio do governador na eleição de 2026.
Além disso, Flávio Bolsonaro elogiou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, mas esclareceu que não houve convite formal para que Zema fosse seu vice. “Zema é um grande nome, mas ele também está com o nome colocado como pré-candidato”, afirmou.
Desafios políticos e alianças futuras
Em relação à movimentação do PSD, de Gilberto Kassab, para lançar uma terceira via, Flávio Bolsonaro expressou que não vê espaço para uma candidatura competitiva fora da polarização entre ele e o atual presidente Lula. Ele acredita que os partidos de centro e centro-direita não devem se aliar ao PT e que as decisões sobre coligações devem ser estratégicas e regionais.
Opinião
Flávio Bolsonaro se posiciona como uma alternativa ao atual governo, mas ainda enfrenta o desafio de consolidar sua base e definir alianças estratégicas para a eleição de 2026.
