No primeiro mês de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma inflação de 0,33%, mantendo-se abaixo do teto da meta estipulada. A queda de 2,73% na energia elétrica residencial foi o fator que mais impactou negativamente o índice.
Impactos no Índice de Preços
Enquanto a energia elétrica teve uma significativa redução, a gasolina apresentou uma alta de 2,06%, tornando-se o item com maior aumento no período. O acumulado da inflação em 12 meses ficou em 4,44%, um reflexo das variações nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.
Bandeira Tarifária e Habitação
A mudança da bandeira tarifária de amarela para verde também contribuiu para a queda nos preços da energia elétrica, que passou a não ter custo adicional para os consumidores. No grupo Habitação, houve uma queda de 0,11%, influenciada pela redução nos preços da energia elétrica.
Variações Regionais
A maior variação de preços foi registrada em Rio Branco, com 0,81%, enquanto Belém teve a menor variação, com apenas 0,16%. A variação na capital acreana foi impulsionada pela alta da energia elétrica e produtos de higiene pessoal.
Outros Grupos de Preços
Além de Habitação, o grupo de Transportes também teve um impacto significativo, com alta de 0,60%. A gasolina, com uma participação de 5,07% no cálculo do IPCA, foi um dos principais responsáveis pelo aumento nos custos de transporte.
Opinião
A inflação de janeiro de 2026 mostra a complexidade do cenário econômico, onde a queda em um setor pode ser contrabalançada por altas em outros, exigindo atenção constante das autoridades e consumidores.
