O Banco Central anunciou que irá revisar as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a liquidação do Banco Master, que consumiu cerca de R$ 50 bilhões do fundo. Essa revisão, que deve ocorrer entre 2025 e 2027, busca evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no futuro.
Impacto da Liquidação
A liquidação do Banco Master, realizada em novembro, e do Will Bank, em janeiro, ambos do mesmo grupo econômico e investigados por suspeitas de fraudes financeiras, levantou preocupações sobre a solidez do FGC. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a legislação atual não se mostrou robusta o suficiente para evitar esse tipo de crise, e mudanças são necessárias.
Ressarcimento aos Investidores
Apesar do impacto significativo no fundo, Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central, afirmou que 85% dos investidores já foram ressarcidos até o limite de R$ 250 mil. No entanto, ele reconheceu que o processo de ressarcimento está mais lento do que o esperado, o que evidencia a necessidade de ajustes nas regras de operação do FGC.
Propostas de Recomposição
Com o objetivo de recompor a liquidez do FGC, o Conselho de Administração do fundo deve votar um plano ainda esta semana. A proposta inclui a antecipação de contribuições que os bancos fariam ao fundo em 2026, 2027 e 2028, além da criação de uma contribuição extraordinária de 0,06% ao ano. Essas medidas visam garantir a continuidade do ressarcimento aos investidores e a proteção contra novos riscos.
Expectativas Futuras
O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e, com as novas regras, espera-se que a situação financeira do fundo se normalize. As discussões sobre a utilização de recursos do compulsório para reforçar a liquidez do fundo estão em andamento, e uma deliberação deve ocorrer em breve.
Opinião
A revisão das regras do FGC é um passo importante para restaurar a confiança dos investidores e garantir a estabilidade do sistema financeiro. A transparência nas ações do Banco Central será crucial para evitar novos episódios de crise.
