Em 10 de janeiro de 2023, os juros futuros apresentam um movimento de achatamento da curva a termo, com um recuo nas taxas de longo prazo. Após a divulgação do IPCA de janeiro, que registrou uma alta de 0,33%, os vértices de curto prazo se ajustaram, apagando a alta observada anteriormente.
A reação do mercado aos números do IPCA foi cautelosa, especialmente considerando que a alta ficou próxima da mediana de expectativas do mercado, de 0,32%. Especialistas como Leonardo Costa, economista do ASA, destacam que o IPCA reforça um quadro de inflação corrente pressionada por componentes de serviços e itens sensíveis à renda.
Expectativas para a Selic
O mercado de opções digitais do Copom mostra que as expectativas dos investidores estão concentradas em um corte de 0,5 ponto percentual da Selic em março, reduzindo a taxa para 14,50%. No entanto, a probabilidade de que essa decisão ocorra caiu de 70% para 68%.
Taxas do DI e Leilão de Títulos
As taxas do DI também foram impactadas: a taxa para janeiro de 2027 oscilou para 13,345%, enquanto a de janeiro de 2028 caiu para 12,625%. A taxa de janeiro de 2029 anotou leve baixa para 12,67% e a de janeiro de 2031 recuou para 13,07%.
Além disso, o leilão de 1,15 milhão de títulos atrelados ao IPCA (NTN-B) realizado pelo Tesouro Nacional não provocou pressão significativa nas taxas prefixadas.
Ambiente Externo e Conclusão
O ambiente externo permanece favorável à renda fixa, com forte recuo das taxas dos Treasuries nos Estados Unidos, o que contribui para o desempenho dos juros futuros locais. Apesar dos números mais pressionados de inflação, o processo de desinflação continua, indicando uma trajetória benigna para a inflação de curto prazo.
Opinião
O cenário atual exige atenção dos investidores, pois as decisões do Copom e as reações do mercado ao IPCA podem moldar o futuro econômico do Brasil.
