Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Campo Grande abriu 2026 com uma inflação de 0,48%. Este índice é superior ao IPCA nacional, que ficou em 0,33% entre dezembro e janeiro.
A inflação acumulada em Campo Grande nos últimos 12 meses foi de 3,60%, enquanto o índice nacional acumulado foi de 4,44%. Isso demonstra uma diferença significativa entre os dois locais, com Campo Grande apresentando um desempenho melhor em relação à inflação.
Variações Setoriais
Os setores que mais influenciaram a inflação em Campo Grande em janeiro foram Comunicação, com uma variação de 0,82%, e Saúde, com 0,70%. O setor de Transportes também teve um impacto considerável, registrando uma variação de 0,54%, contribuindo com 0,12 pontos percentuais para o resultado mensal.
Outro fator relevante foi o reajuste de 4,57% na taxa de água e esgoto, que começou a valer em 3 de janeiro. Esse aumento teve um impacto significativo no custo de vida, especialmente no grupo de Habitação, que foi um dos responsáveis por elevar a inflação em Campo Grande.
Histórico de Inflação
Vale lembrar que, em 2025, Campo Grande experimentou um cenário de deflação em alguns meses, incluindo uma deflação de -0,08% em outubro. No entanto, a tendência de queda foi interrompida em novembro, quando o custo de vida voltou a subir, refletindo a instabilidade econômica.
Opinião
A inflação em Campo Grande, embora superior à média nacional, ainda apresenta uma trajetória que pode ser monitorada de perto, considerando os reajustes e as variações setoriais que impactam diretamente o bolso do consumidor.
