Eleições

Lula congestiona palanque em São Paulo com Haddad, Tebet e até Alckmin em 2026

Lula congestiona palanque em São Paulo com Haddad, Tebet e até Alckmin em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados enfrentam um cenário complicado nas eleições de 2026 em São Paulo. A fartura de opções de nomes para o governo e o Senado pode resultar em uma verdadeira briga fratricida na esquerda, com muitos candidatos e pouco espaço para todos.

Desafios na formação do palanque

Para tentar barrar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que lidera as pesquisas com entre 40,4% e 42,5% das intenções de voto, Lula escalou um time de peso. Entre os nomes estão o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), que deve deixar o cargo em breve, a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), que anunciou sua saída do governo em março, e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB-SP), que reafirma sua pré-candidatura ao governo estadual.

Além disso, Marina Silva (Rede-SP) é disputada para o Senado por PT, PSB e PSOL. No entanto, o presidente Lula ainda não definiu quem vai concorrer a que cargo, o que gera incertezas e tensões entre os candidatos.

Haddad reluta em aceitar candidatura

Embora o PT queira que Haddad seja o cabeça de chapa ao governo de São Paulo, ele demonstra relutância em aceitar essa missão, principalmente devido às baixas chances de sucesso após sua derrota para Tarcísio em 2022. Haddad acredita que suas chances seriam melhores no Senado, mas ainda não se decidiu.

Recentemente, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Haddad será candidato, mas ao cargo que ele quiser, sem pressão. A situação se complica ainda mais com a expectativa de que Geraldo Alckmin (PSB-SP) tenha um papel importante na chapa presidencial, sendo considerado vice novamente.

Tebet e França em busca de espaço

Simone Tebet já defendeu que Alckmin ou Haddad devem ser os candidatos ao governo do estado e não descartou mudar seu domicílio eleitoral para concorrer ao Senado. Márcio França, por sua vez, reitera seu desejo de disputar o governo, mas sabe que a decisão final cabe a Lula.

Opinião

A complexidade do cenário eleitoral em São Paulo para 2026 revela a necessidade urgente de uma estratégia clara por parte da centro-esquerda, que pode se fragmentar se não houver um consenso sobre as candidaturas.