O novo presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, anunciou uma estratégia para enfrentar a crise financeira da instituição, marcada pelo envolvimento com o Banco Master. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Souza revelou que a estatal deve “dar um passo atrás” para recuperar a saúde financeira, mas descartou qualquer possibilidade de privatização ou federalização durante sua gestão.
Em um momento crítico, o BRB entregou ao Banco Central (BC), no dia 6 de fevereiro de 2026, um plano de recuperação que inclui a venda de carteiras próprias e um recuo nas operações que, nos últimos anos, se expandiram para o âmbito nacional. Essa reestruturação é essencial após a liquidação do Banco Master e o afastamento judicial do ex-presidente Paulo Henrique Costa.
O BRB, que investiu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, enfrenta um prejuízo que pode chegar a R$ 5 bilhões, conforme estimativas do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. As carteiras, que foram consideradas “fabricadas” e sem valor real, contribuíram significativamente para a crise que a instituição enfrenta.
Nelson Souza, que foi indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e aprovado pelo BC, possui um histórico de gestão em instituições financeiras, tendo sido presidente da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste (BNB). Ele agora tem o desafio de recuperar não apenas as finanças, mas também a imagem do BRB.
Opinião
A gestão de Nelson Antônio de Souza no BRB será crucial para determinar o futuro da instituição em meio a um cenário de crise e desconfiança.
