O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), abordou as investigações que indicam uma ligação entre o PT e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma recente entrevista ao portal Metrópoles. A declaração foi feita no dia 06 de fevereiro de 2026, onde o governador afirmou que as suspeitas não devem afetar a imagem do partido, uma vez que ‘as pessoas não têm nem noção de quem é Vorcaro’.
Rodrigues, que é o terceiro governador petista da Bahia, destacou que não possui contato com Vorcaro e que a gestão do Banco Master tem sido alvo de investigações devido à sua suposta ligação com o governo estadual, especialmente através do programa de crédito consignado CredCesta.
Fraude histórica e consequências financeiras
A fraude do Banco Master é considerada a maior da história do Brasil, envolvendo a fabricação de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem valor real. O valor que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) terá que arcar com a liquidação da instituição e do Will Bank ultrapassa a marca de R$ 47 bilhões.
Antes das declarações de Vorcaro, o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA), já havia negado qualquer financiamento estadual ao Banco Master, afirmando que não havia dinheiro do governo da Bahia aplicado na instituição, diferentemente de outros estados como Rio de Janeiro, Amapá e Brasília.
O futuro político do PT na Bahia
O PT governa a Bahia desde 2007, e a situação atual pode impactar a reeleição de Jerônimo Rodrigues em um cenário eleitoral acirrado contra o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O governador ressaltou que as relações pessoais não devem ser confundidas com as institucionais, referindo-se a um vínculo com o empresário Guga Lima.
Opinião
A situação envolvendo o Banco Master e as investigações sobre o PT na Bahia traz à tona questões cruciais sobre a governança e a ética na política, que merecem atenção redobrada da sociedade.
