Política

Instituto Sou da Paz revela que estados ignoram controle de armas e transparência

Instituto Sou da Paz revela que estados ignoram controle de armas e transparência

A pesquisa do Instituto Sou da Paz, em parceria com o Instituto Igarapé, revelou que o controle de armamentos no Brasil não é prioridade para os estados. De 2021 a 2023, as polícias civis, militares e departamentos de Polícia Técnico-Científica (DPTC) deixaram de responder 73% dos pedidos de informação feitos pela população através da Lei de Acesso à Informação (LAI) sobre o controle de armas.

O levantamento destacou que, apesar de seis estados possuírem delegacias especializadas no enfrentamento ao tráfico de armas, nenhum estado apresentou um alto nível de transparência em 2023. O Acre, Amapá e Piauí foram identificados como os estados com os níveis mais fracos de transparência.

Dados alarmantes sobre a resposta das polícias

As polícias civis não responderam 78% das perguntas enviadas, enquanto as polícias militares deixaram 70% dos questionamentos sem resposta. Os departamentos de Polícia Técnico-Científica apresentaram uma taxa de resposta de apenas 34%. O Espírito Santo foi o único estado a fornecer informações sobre armas apreendidas em 2023, um dado crucial considerando que a arma de fogo é responsável pela metade dos homicídios de mulheres no Brasil.

A importância da transparência

A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirmou que o alto percentual de perguntas sem respostas indica que as armas de fogo não são uma prioridade nas ações das forças policiais estaduais. Ela destacou que a falta de dados sobre a circulação de armas compromete a fiscalização e a avaliação das políticas de controle de armas.

O levantamento também apontou que, em 2023, apenas o Espírito Santo respondeu a solicitações sobre a quantidade de armas apreendidas, o que demonstra a urgência de se padronizar a coleta e sistematização de informações sobre armamentos no país.

Opinião

É fundamental que os estados reconheçam a importância da transparência e do controle de armamentos para garantir a segurança pública e combater a violência armada de forma efetiva.