A defesa de Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente apresentou uma piora em seu estado de saúde e solicitou que a Polícia Federal (PF) seja intimada a apresentar com urgência um laudo pericial. Este documento é fundamental para que Moraes considere a possibilidade de conceder prisão domiciliar a Bolsonaro.
Bolsonaro, que está preso há seis meses, teve sua imagem de ‘mito’ abalada, mas continua sendo uma figura-chave da direita brasileira. A defesa argumenta que o ex-presidente apresenta um quadro de saúde fragilizado, com sintomas como episódios eméticos e uma crise de soluços acentuada. “Requer-se seja determinada a intimação da Superintendência da Polícia Federal, para que proceda, com a máxima urgência, à juntada do laudo pericial aos autos”, declarou a defesa.
Prazo para envio do laudo
A perícia da PF foi realizada em 20 de janeiro, após determinação de Moraes para avaliar a situação de Bolsonaro antes de decidir sobre a concessão de uma prisão domiciliar humanitária. No entanto, a defesa destacou que o prazo para o envio do laudo ao STF já se esgotou. “Transcorridos mais de 10 dias da realização da perícia, verifica-se que, até o presente momento, não foi juntado aos autos o laudo elaborado pela referida junta médica”, afirmaram os advogados.
Transferência e contexto da prisão
Bolsonaro cumpre pena desde o ano passado por um golpe de Estado. Antes de ser transferido em 15 de janeiro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como ‘Papudinha’, ele estava na Superintendência da PF em Brasília. Essa transferência ocorreu em um contexto de crescente pressão sobre sua situação prisional.
Opinião
A situação de Jair Bolsonaro levanta questões sobre a saúde dos presos e a necessidade de um tratamento mais humanitário, especialmente em casos de ex-líderes políticos.
