O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, antes da posse do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a situação do Banco Master era considerada ‘opaca’, deixando muitos sem entender a gravidade do que ocorria. Haddad revelou que, após tomar conhecimento do caso no ano passado, já com Galípolo no comando do BC, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi clara: indícios de crime deveriam ser levados às autoridades competentes.
Em entrevista à Rádio Band, Haddad destacou que a gravidade do problema só começou a ser percebida quando informações começaram a vir à tona. Ele enfatizou que o presidente Lula foi informado da situação, ressaltando que o caso não se tratava de um ‘banquinho’ com pouco dinheiro, mas sim de algo relevante. “A orientação do presidente para todos os interlocutores foi de que ‘leve as informações para as autoridades competentes e façam o melhor trabalho técnico possível para que este assunto chegue ao fim’”, disse.
O ministro também comentou que nunca teve conversas sobre o caso com o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e que somente em 2024, durante discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia do BC, o tema passou a ser visto como preocupante. Nesse contexto, surgiu a proposta do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para elevar a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Haddad considerou essa proposta anormal e afirmou que isso acendeu um alerta na Fazenda, já que a quebra de um banco pode ter sérias implicações tributárias.
O ministro da Fazenda enfatizou que o conhecimento sobre o problema do Banco Master foi adquirido de fato no ano passado, em grande parte devido ao trabalho ‘profissional’ e ‘diligente’ da atual diretoria do Banco Central. Ele elogiou o trabalho do BC na área regulatória e reiterou sua expectativa de que as investigações sobre o caso levem aos responsáveis, classificando o episódio como a maior fraude bancária da história do Brasil.
Opinião
A situação do Banco Master e as implicações que ela traz para o sistema financeiro brasileiro exigem atenção e ação rápida das autoridades competentes para garantir a segurança dos depositantes e a estabilidade do mercado.
