O Palmeiras decidiu rescindir o contrato de patrocínio com o Grupo Fictor após a empresa solicitar recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O grupo, que enfrenta uma dívida total de R$ 4,2 bilhões, deve R$ 2,6 milhões ao clube, referente à última parcela de patrocínio e bonificações por resultados esportivos.
Detalhes do Contrato
O acordo de patrocínio previa um pagamento anual de R$ 25 milhões à equipe, podendo chegar a R$ 30 milhões dependendo de metas atingidas. Além disso, o contrato incluía os naming rights da Copa Fictor, torneio sub-17 que foi conquistado pelo Palmeiras na última quinta-feira.
Decisão Judicial e Bloqueio de Valores
Recentemente, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti bloqueou R$ 150 milhões da Fictor, complicando ainda mais a situação financeira da empresa. O grupo ainda possui uma dívida de R$ 500 mil com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que também é patrocinada pela Fictor.
Reação do Palmeiras
Em sua decisão, o Palmeiras alegou que o rompimento do contrato foi motivado pelo inadimplemento e pelo pedido de recuperação judicial da Fictor. O clube informou que está avaliando as providências legais necessárias para receber os valores devidos.
Futuro da Fictor
O Grupo Fictor declarou que pretende quitar todas as dívidas sem deságio, ou seja, não buscará negociar abatimentos, mas sim prazos para pagamento. A empresa busca criar um ambiente de negociação que assegure a continuidade de suas atividades.
Opinião
A decisão do Palmeiras em rescindir o contrato com a Fictor reflete a crescente preocupação com a saúde financeira das instituições esportivas e suas parcerias comerciais.
