Nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) deflagraram a Operação Conexão Encerrada, com o apoio técnico do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação visa o combate a crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes, especialmente aqueles relacionados à produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil em ambientes virtuais.
A operação foi realizada com a colaboração do Ciberlab, unidade vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que forneceu análises técnico-informacionais para subsidiar a investigação. Os crimes apurados estão previstos nos artigos 240, 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tratam da produção, divulgação, posse e armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual infantil.
Com base nas evidências coletadas, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, todos deferidos pelo Poder Judiciário. As diligências foram realizadas nos estados do Paraná e do Rio Grande do Norte e tiveram como objetivo a coleta de provas digitais e outros materiais relevantes para a responsabilização dos envolvidos.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Rodney da Silva, destacou a importância da atuação integrada no combate aos crimes cibernéticos. Ele ressaltou que “o combate aos crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente digital exige respostas coordenadas, baseadas em inteligência e no uso qualificado da tecnologia”.
O MJSP reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e com o fortalecimento das ações de prevenção e repressão aos crimes cibernéticos em todo o País. A atuação integrada, fundamentada em inteligência e cooperação institucional, é uma diretriz central para enfrentar essas violações de forma mais rápida e eficaz.
Opinião
A Operação Conexão Encerrada representa um avanço significativo no combate a crimes digitais, evidenciando a necessidade de ações coordenadas entre as forças de segurança pública para proteger as crianças e adolescentes.





