O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou em entrevista ao programa Diálogos, da GloboNews, que não pretende ser candidato a nenhum cargo eletivo em 2026. Durante a conversa, Haddad mencionou que já discutiu o assunto com o presidente Lula, mas deixou claro que não tem essa pretensão. “Não tem nada definido. Estou tentando explicar aos meus companheiros a razão disso”, afirmou o ministro.
Haddad deve deixar o ministério em fevereiro para colaborar com a campanha pela reeleição de Lula. No entanto, há pressões dentro do PT para que ele dispute uma cadeira no Senado nas eleições de outubro, que irão renovar dois terços da casa. Além das disputas no Senado, haverá também eleições para a Câmara dos Deputados, governos estaduais e à Presidência da República.
Recentemente, Haddad lançou o livro “Capitalismo Superindustrial”, publicado pela Companhia das Letras. A obra reúne estudos sobre economia política e a natureza do sistema soviético, revisados e ampliados para incluir a bibliografia mais recente e os desafios impostos pela ascensão da China como potência global.
Em sua entrevista, Haddad argumentou que a esperada disputa entre os detentores dos meios de produção e os proletários não se concretizou historicamente devido à fragmentação entre os não-proprietários. Ele destacou o papel relevante da política em oferecer oportunidades emancipatórias, afirmando que “não há nada de natural em movimento emancipatório, que precisa ser trabalhado pela política”.
Opinião
A decisão de Haddad de não se candidatar este ano pode refletir uma estratégia mais ampla dentro do PT, que busca fortalecer sua base antes das eleições importantes de outubro.





