A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), protagonizaram uma intensa troca de farpas nesta sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2026, em relação ao controle dos recursos do governo. A discussão ocorre a apenas quatro dias do fim do recesso legislativo.
Durante uma agenda em São Paulo, Tebet acusou o Congresso Nacional de “sequestrar” o orçamento por meio das emendas parlamentares. Segundo a ministra, “parte das despesas do orçamento, que é livre, foi confiscada, sequestrada por um Congresso Nacional cada vez mais dependente do orçamento, com um objetivo, muitas vezes, eleitoral”.
A ministra se referia aos cerca de R$ 62 bilhões em recursos relacionados a emendas no Orçamento de 2026, dos quais R$ 50 bilhões são oriundos do parlamento. A concentração dos recursos por parlamentar, conforme Tebet, chega a R$ 60 milhões “sem nenhum planejamento”.
A resposta de Motta foi rápida e contundente. Em sua conta no X, ele afirmou que a declaração da ministra era equivocada, ressaltando que “em uma democracia” nenhum poder sequestra o dinheiro público. Ele defendeu que as emendas parlamentares são essenciais para dar voz aos estados, municípios e às prioridades reais da população.
A troca de farpas evidencia a crescente tensão entre o governo Lula e o Congresso, especialmente em um ano eleitoral, onde a harmonia entre os poderes parece distante.
Opinião
A troca de acusações entre Simone Tebet e Hugo Motta reflete a complexidade das relações entre o Executivo e o Legislativo, especialmente em tempos de crise e eleições à vista.
