O Ibovespa B3 encerrou o pregão desta quarta-feira, 29 de novembro, em queda de 0,84%, fechando aos 183.133,75 pontos. O índice chegou a renovar a máxima histórica intradiária ao atingir 186.449,75 pontos, mas perdeu força ao longo da sessão, resultando em uma correção após uma sequência de recordes.
A abertura do mercado foi positiva, refletindo uma leitura favorável sobre o cenário de política monetária no Brasil, especialmente após a Superquarta, que indicou que o Copom pode estar se preparando para iniciar um ciclo de cortes de juros. Contudo, a mudança no sentimento do mercado internacional, que passou a ter maior aversão ao risco, impactou negativamente os ativos locais.
Rodrigo Fonseca, head de Equity da Galapagos Capital, observou que o movimento de correção era esperado após um mês excepcionalmente forte para a bolsa brasileira, que subiu cerca de 14% em novembro. Ele destacou que, embora a alta recente tenha sido impulsionada por fluxo estrangeiro, os fundamentos da economia doméstica não justificam tal exuberância.
José Áureo Viana, planejador financeiro e sócio da Blue3 Investimentos, avaliou o dia como um processo de ajuste pós-rali. Ele ressaltou que a virada no mercado refletiu uma digestão natural após um desempenho tão forte, especialmente com a piora do humor externo.
Dólar e Commodities
No mercado cambial, o dólar comercial também apresentou volatilidade, tocando a mínima de R$ 5,16 antes de fechar a R$ 5,19, com uma queda de 0,22%. Essa movimentação foi influenciada por um dólar globalmente mais fraco e a combinação de um diferencial de juros elevado no Brasil.
Apesar da correção observada, analistas acreditam que o pano de fundo para o Ibovespa B3 permanece positivo no curto prazo, interpretando a queda como uma pausa técnica e não uma mudança estrutural de tendência.
Opinião
A correção do Ibovespa B3, após atingir uma nova máxima histórica, evidencia a volatilidade do mercado e a importância de acompanhar as tendências globais e locais.





