O MDB de Santa Catarina formalizou, em 26 de janeiro de 2026, o rompimento com o governo do estado, impulsionando a construção de uma candidatura própria para as eleições de 2026. O movimento ocorre em um momento em que o governador Jorginho Mello (PL) se prepara para buscar a reeleição, anunciando o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como seu vice.
A saída de Carlos Chiodini da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, onde ocupava um cargo na gestão Mello, foi um dos primeiros desdobramentos dessa ruptura. Chiodini, que é deputado federal e presidente estadual do MDB, afirmou que retornará à Câmara dos Deputados para se dedicar integralmente ao mandato e às articulações políticas do partido.
A decisão do MDB foi tomada durante uma reunião do diretório estadual, realizada em Florianópolis, onde a sigla deliberou por um projeto próprio para a disputa ao governo. Em nota, o partido destacou que essa decisão está alinhada aos “anseios da sociedade catarinense” e à sua trajetória histórica, que completará 60 anos em 2026.
Apesar do rompimento, o MDB reafirmou seu compromisso de apoiar projetos no Poder Legislativo que sejam do interesse do estado e da população. Além disso, orientou seus filiados a se desvincularem de cargos no governo estadual, reforçando a independência política da legenda e buscando alianças com outras siglas.
Nos bastidores, há uma expectativa de aproximação com o PSD, liderado pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que já confirmou sua pré-candidatura ao governo e planeja deixar o cargo no dia 23 de março de 2026. Lideranças do MDB participaram do lançamento da pré-candidatura de Rodrigues, demonstrando a intenção de consolidar uma aliança.
Opinião
A decisão do MDB de romper com o governo de Jorginho Mello e buscar uma candidatura própria para 2026 reflete uma estratégia de fortalecimento político e de busca por novos caminhos, em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo em Santa Catarina.
