A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou no dia 27 de setembro de 2023 um inovador programa de profissionalização da arbitragem nacional. Este é o primeiro modelo desse tipo na história da entidade e visa a contratação de equipes fixas de árbitros para apitar as partidas do Brasileirão da Série A ao longo do ano.
O programa prevê a contratação de 72 árbitros, incluindo 20 árbitros centrais, dos quais 11 são do quadro da FIFA. Além disso, haverá 40 assistentes, sendo 20 também da FIFA, e 12 árbitros de vídeo (VAR) credenciados pela entidade internacional. Os árbitros receberão salários mensais, taxas variáveis e bônus por desempenho, devendo se dedicar prioritariamente à função, embora sem exclusividade.
Suporte e Avaliações
Os profissionais contarão com suporte técnico, psicológico e preparação física. As avaliações serão anuais, com a possibilidade de rebaixamento de pelo menos dois árbitros de cada função, promovendo aqueles que se destacarem. O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou a importância do programa, que segue as melhores práticas de federações internacionais e visa trazer mais profissionalismo à arbitragem brasileira.
“Estamos falando de pessoas que, por décadas, viveram na periferia das atenções da CBF, ganhando relevância apenas quando cometiam erros. Isso se deve, em parte, à falta de apoio e investimento”, afirmou Xaud durante o evento de lançamento.
Preparação e Investimento
O novo programa, que começará oficialmente em março de 2024, inclui um investimento de R$ 195 milhões para os biênios de 2026 e 2027. Os árbitros serão avaliados por uma comissão técnica e observadores, com notas baseadas em variáveis como controle de jogo e desempenho físico. Eles também terão planos individualizados e acompanhamento na área de saúde.
Opinião
A profissionalização da arbitragem é um passo importante para o futebol brasileiro, que precisa de maior rigor e qualidade nas decisões em campo.





