A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou no dia 27 de outubro o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem na história da entidade. O projeto visa a contratação de equipes fixas para apitar as partidas do Brasileirão da Série A, oferecendo remuneração e suporte técnico aos árbitros.
Ao todo, 72 árbitros profissionais serão contratados, incluindo 20 árbitros centrais, dos quais 11 são do quadro da FIFA. Além deles, 40 assistentes, sendo 20 da FIFA, e 12 árbitros de vídeo (VAR) também credenciados pela FIFA completarão a equipe. O novo programa prevê rebaixamento e promoção de árbitros ao final de cada ano, com pelo menos dois de cada função passíveis de rebaixamento.
Investimento e Avaliações
O investimento total no programa de profissionalização será de R$ 195 milhões para os biênios de 2026 e 2027. Os árbitros contratados receberão salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, além de apoio técnico, psicológico e preparação física. Eles serão avaliados sistematicamente por observadores e uma comissão técnica, com notas baseadas em controle de jogo, aplicação das regras e desempenho físico.
O novo programa, que começará em março de 2024, foi desenvolvido ao longo do ano passado por um grupo de trabalho que incluiu 38 clubes das Séries A e B, além de consultores internacionais e árbitros. O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou a importância do projeto, que visa dar mais apoio e estrutura aos árbitros, que historicamente não tinham vínculos formais com a entidade.
Opinião
A profissionalização da arbitragem é um passo importante para a valorização dos árbitros no futebol brasileiro, trazendo mais transparência e qualidade ao esporte.
